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摩訶般若波羅蜜多心経

Sutra do Coração

Maka Hannya Haramita Shingyo — a essência da Grande Sabedoria Completa

Sobre o Sutra

O Hannya Shingyo, conhecido como Sutra do Coração, é um dos textos mais concisos e reverenciados do budismo Mahayana. Em pouco mais de duas centenas de caracteres, ele condensa a essência dos vastos Sutras da Perfeição da Sabedoria (Prajna Paramita): o ensinamento sobre a vacuidade (ku) de todos os fenômenos.

Narra o momento em que o Bodhisattva Avalokitesvara (Kanjizai, ou Kannon), ao praticar profundamente essa sabedoria, percebe a vacuidade dos cinco agregados (skandhas) e se liberta de toda dor e sofrimento — ensinamento que compartilha com o discípulo Sharihotsu (Shariputra).

Recitação

Nota O texto é tradicionalmente recitado em japonês (leitura sino-japonesa dos caracteres chineses originais). Abaixo, cada trecho fonético vem acompanhado do seu significado em português.
Maka Hannya Haramitta Shingyo

Maka Hannya Haramitta Shingyo

A Grande Sabedoria da Iluminação do Sutra do Coração

Kan ji zai bo satsu
O Bodhisattva Avalokitesvara,
Gyo jin han nya ha ra mi ta ji
quando praticava profundamente o Prajna Paramita,
Sho ken go on kai ku
viu claramente a vacuidade de todos os cinco skandhas
Do is sai ku yaku
e libertou-se completamente da dor e do sofrimento.
Sha ri shi
Ó Sharihotsu,
Shiki fu i ku
a forma não difere da vacuidade
Ku fu i shiki
e a vacuidade não difere da forma.
Shiki soku ze ku
A forma é o mesmo que vacuidade
Ku soku ze shiki
e vacuidade é o mesmo que forma.
Ju so gyo shiki
Também é assim para com os sentimentos, concepções, formações mentais
Yaku bu nyo ze
e consciência.
Sha ri shi
Ó Sharihotsu,
Ze sho ho ku so
assim todos os Dharmas (coisas) são formas de vacuidade.
Fu sho fu metsu
Não aparecem nem desaparecem.
Fu ku fu jo
Não são impuros nem puros.
Fu zo fu gen
Não aumentam nem diminuem.
Ze ko ku chu
Assim então, na vacuidade
Mu shiki mu ju so gyo shiki
não há forma, nem sentimento, nem concepção, nem formações mentais, nem consciência.
Mu gen ni bi zes shin ni
Não há olhos, nem ouvidos, nem nariz, nem língua, nem corpo e nem mente.
Mu shiki sho ko mi soku ho
Não há cor, nem som, nem cheiro, nem sabor, nem tato e nem objeto da mente.
Mu gen kai nai shi mu i shiki kai
Nada há desde o mundo da visão até o mundo da consciência.
Mu mu myo yaku mu mu myo jin
Não há ignorância e nem extinção da ignorância;
Nai shi mu ro shi
nem velhice e nem morte;
Yaku mu ro shi jin
também nem extinção da velhice e nem da morte.
Mu ku shu metsu do
Não há sofrimento, nem causa do sofrimento, nem extinção do sofrimento, nem caminho para extinção do sofrimento.
Mu chi yaku mu toku
Não há sabedoria e nem nada para ser obtido.
I mu sho tok ko
Então, como não há nada para ser obtido,
Bo dai sat ta e han nya ha ra mit ta ko
os Bodhisattvas vivem a Perfeita Compreensão,
Shin mu ke ge
sem obstáculos em suas mentes.
Mu ke ge ko
Portanto, sem obstáculos
Mu u ku fu
não há medo,
On ri is sai ten do
e afastam-se completamente as ilusões.
Ku gyo ne han
Isto é o Supremo Nirvana.
San ze sho butsu
Todos os Budas do presente, passado e futuro,
E han nya ha ra mit ta ko
graças a esta Perfeita Compreensão,
Toku a noku ta ra sam myaku sam bo dai
obtêm a Suprema e Correta Iluminação.
Ko chi han nya ha ra mi ta
Portanto, saiba que o Prajna Paramita
Ze dai jin shu
é o Grande Mantra,
Ze dai myo shu
o Mantra da Sabedoria,
Ze mu jo shu
o mais Elevado Mantra,
Ze mu to do shu
o Mantra Inigualável.
No jo is sai ku
Ele elimina completamente qualquer sofrimento
Shin jitsu fu ko
e é a Pura Verdade.
Ko setsu han nya ha ra mit ta shu
Proclamemos então o Mantra Prajna Paramita.
Soku setsu shu watsu
Assim, tome este Mantra e diga:
Gya tei, gya tei
Ha ra gya tei
Hara so gya tei
Bo ji so wa ka
Vamos, vamos! Todos juntos, para a Outra Margem da Iluminação.
Hannya Shingyo
Salve a Sabedoria do Sutra do Coração.

Sobre o Mantra Final

As sílabas finais — Gyatei, Gyatei, Haragyatei, Harasogyatei, Bojisowaka — são a transliteração fonética de um mantra em sânscrito, mantido em sua forma sonora original por seu poder ritual, e não traduzido para o significado literal como o restante do sutra.

Não existe uma tradução única e definitiva para essas sílabas. Uma interpretação comum é: "Foi, foi, foi além, foi completamente para a outra margem, rumo à iluminação — maravilha."